Secretário do Ministério da saúde defende verticalização do fomento a P&D em saúde

Posted on Maio 28, 2010

0


O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães, defendeu que os recursos de fomento à saúde sejam concentrados em áreas estratégicas. Segundo o especialista, o setor pode se tornar um exemplo dos mais bem sucedidos cases de P&D do país em termos mundiais, como é o caso da Petrobrás e da Embrapa.

“A saúde é um setor onde haverá um progresso mais saudável caso elementos de verticalização do fomento sejam colocados em prática. Estou convencido de que é preciso haver uma agência de fomento e de avaliação tecnológica neste campo”, afirmou Guimarães. Segundo ele, PD&I em saúde é o segundo setor industrial mundial mais importante, ficando atrás somente da área de defesa.

De acordo com o especialista, é consenso que uma das razões pelas quais a P&D em petróleo e gás é um sucesso brasileiro é porque a Petrobrás tomou conta do processo. “A Petrobrás verticalizou a formulação e a condução da política de petróleo e gás do nosso país”, constatou.

Outro exemplo é a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), na área agropecuária, onde a partir de 1973 a política também sofreu verticalização. Atualmente a instituição, que é vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ocupa uma posição privilegiada em relação aos outros setores onde a presença brasileira nas bases internacionais é destacada.

Guimarães também listou outro setor que vem ganhando destaque no cenário internacional, que é a estratégia nacional de defesa brasileira. A ação inovadora, comandada pelo Ministério de Defesa, foi criada recentemente, no segundo mandato do governo Lula. Outro indicador que diz respeito ao panorama geral da pesquisa brasileira mostra que dos 122 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) que foram lançados recentemente pelo CNPq, 41 tem como tema central saúde humana.

Indicadores
No que diz respeito ao volume de recursos envolvidos no mercado de produtos mundiais de saúde em termos globais, a cifra ultrapassou, em 2009, mais de US$ 1 trilhão de dólares. Cerca de 15% deste valor, que corresponde a US$ 150 bilhões, vão só para as despesas com desenvolvimento tecnológico.

No Brasil, o sistema de P&D em saúde tem crescido nos últimos anos. Um exemplo é que dos 122 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) lançados recentemente pelo CNPq, 41 têm como tema central saúde humana. De acordo a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), cerca de 25% dos programas de pós-graduação existentes no país dizem respeito ao setor de saúde.

(Tamara Costa para o Gestão C&T online)

Replicada pelo Jornal da Ciência (

ver

)

Posted in: Uncategorized