RTS lança contribuição para a construção da Política Nacional de CT&I

Posted on Maio 28, 2010

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A Rede de Tecnologia Social (RTS), que reúne mais de 800 instituições cadastradas em todo o país, lançou nesta terça-feira (25), a publicação “Tecnologia Social e Desenvolvimento Sustentável – contribuições da RTS para a formulação de uma Política de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação”. O texto deve ser apresentado durante a 4º Conferência Nacional de CT&I.

De acordo com Larissa Barros, socióloga e secretária executiva da RTS, o lançamento foi realizado em um momento estratégico. “Trata-se de uma contribuição da rede para a construção de uma política de CT&I para os próximos anos”, lembrou. No impresso estão disponíveis artigos que abordam temas com o enfoque em tecnologias sociais aplicadas no Semiárido, na agricultura familiar, na captação de água de chuva, em micro e pequena empresas, universidades, entre outras.

“Nossa rede começou com apenas 30 associados em 2005 e hoje reunimos mais de 300. Isso mostra o quanto esse tema está sendo apropriado pelas organizações. Muitas já trabalhavam com tecnologia social, mas não se davam conta ou nunca foram reconhecidas como tal”, ponderou.

Segundo a secretária-executiva a criação da rede possibilitou, aos poucos, que o tema fosse discutido tanto em eventos quanto em oficinas do gênero. A iniciativa resultou no entendimento e na apropriação do conceito por parte dos seus realizadores.

As Tecnologias Sociais (TSs) compreendem uma escala de produtos, técnicas ou metodologias que são desenvolvidas na interação com a comunidade e que devem representar efetivas soluções de transformação social. A RTS é composta por instituições que visam contribuir para a promoção do desenvolvimento sustentável por meio da difusão e da reaplicação em escala de TSs.

Na solenidade de comemoração, que aconteceu na sede do Sebrae Nacional, em Brasília, também foi lançado o livro “Tecnologias Sociais – caminhos para a sustentabilidade”, que reúne artigos de palestrantes do 2º Fórum Nacional da RTS e da 2ª Conferência Internacional de Tecnologia Social, realizados em 2009. Os documentos estarão à disposição para download no portal da RTS, no endereço http://www.rts.org.br, a partir da próxima semana.

Difusão e reaplicação

Nesta terça-feira, a instituição ampliou os canais de divulgação, com o lançamento do Espaço Aberto de Conhecimento, plataforma virtual cuja finalidade é disponibilizar um banco permanente de TSs. Trata-se de um ambiente para redes sociais e novas ferramentas de colaboração e construção coletiva do conhecimento.

Para Barros, no setor de reaplicação de tecnologias o balanço também foi positivo. A rede viabilizou o investimento de cerca de R$ 300 milhões nos últimos cinco anos. Entre as três das experiências mais bem sucedidas neste quesito, a secretária-executiva destacou a “Produção Agroecológica Integrada e Sustentável”, que envolve a plantação de hortaliças, criação de pequenos animais, irrigação com gotejamento e quintal produtivo.

“Este é um sistema produtivo voltado pra geração de trabalho e renda no campo que tem esses componentes. É considerado um sistema fechado e agroecológico porque não utiliza agrotóxico e um tipo de produção alimenta a outra, ou seja, não depende de insumos internos”, relata.

Ainda na área de difusão, a rede realiza inúmeras atividades, que envolvem o desenvolvimento do Portal RTS, onde são publicadas periodicamente entrevistas e artigos, além de um boletim de notícias semanal.

RTS
Uma das principais metas da Rede de Tecnologias Sociais é promover a adoção de TSs como políticas públicas. Entre as participantes estão associações, cooperativas, institutos, sindicatos, prefeituras, universidades, entre outras. Atualmente, a RTS possui 814 instituições cadastradas.

Os interessados em aderir ao grupo podem preencher o manifesto de interesse e assinar o termo de adesão. Os documentos devem ser enviados pelo site, neste link, ou Correios. As instituições podem participa em quatro modalidades: mantenedor, investidor, articulador de redes sociais e reaplicador.

(Tamara Costa, para o Gestão C&T online)