Representantes da Finep e do MCT apresentam estratégias de CT&I no cenário internacional

Posted on Abril 14, 2010

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TAMARA COSTA para o Gestão C&T online~
Edição de 12 a 14 de abril de 2010 – Nº 920 – Ano 9 (visualisar)

O presidente da Finep, Luiz Fernandes, e o chefe da assessoria de Assuntos Internacionais (Assin) do MCT, José Monserrat Filho, apresentaram a sessão “Estratégias de CT&I no Plano Internacional”, durante o seminário preparatório para a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI). O evento foi realizado na manhã desta segunda-feira (12), na sede do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), em Brasília (DF).

Segundo o presidente da Finep, para situar os desafios e obstáculos de uma Política de Estado no Brasil, principal objetivo da 4ª CNCTI, é preciso reconhecer o atual paradigma tecnológico-econômico mundial que, para ele, se baseia na velocidade do fluxo de informação. “Esse modelo estaria voltado para o aperfeiçoamento qualitativo de produtos, para maior informatização e automação de processos de produção, além de priorizar energia na produção e substituir matérias-primas convencionais”, afirmou.

Para Fernandes, todos os países que estão em posição de liderança ou destaque na emergência da nova geoeconomia mundial, o fazem a partir de claras prioridades nacionais. “Eles elegem as Políticas de Estado como alvos de desenvolvimento”, lembrou. Segundo ele, os recursos das políticas de fomento para o sistema nacional de CT&I devem garantir, ao longo de sucessivas gerações, o desenvolvimento sustentável do setor.

O presidente da financiadora também salientou que é preciso considerar a nova geografia de produção científica mundial. De acordo com Fernandes, a Ásia teve um crescimento de cerca de 130% na sua produção científica, enquanto os Estados Unidos e Canadá registraram queda de 35%. “A Europa manteve uma participação contínua e a América Latina foi a região que mais cresceu, de um para 4%. O Brasil foi responsável por mais da metade desse crescimento”, destacou.

Na ocasião, o chefe da Assin sugeriu que fosse examinada a viabilidade de elaborar uma lei especial para regular as atividades de cooperação internacional, com vistas ao estímulo de iniciativas e programas que assegurem a obtenção de resultados com maior rapidez. “Devemos ter uma política jurídica, leis, códigos de cooperação, além de observá-los rigorosamente. Não é possível entrar nesse campo sem conhecimento de causa, como entramos em outros, no improviso. A marca do improviso, que em outras áreas, talvez tenha dado certo, nesse campo não tem espaço”, afirmou Monserrat.

Atualmente, o Brasil possui programas de cooperação com a América Latina e parceiros europeus, tais como o Programa Sul-Americano de Apoio às Atividades de Cooperação em Ciência e Tecnologia (Prosul), o Centro Brasileiro-Argentino de Biotecnologia (CBAB), o Centro Virtual Brasil-México de Nanotecnologia (CBMNano), entre outros. Contudo, para Monserrat, tais programas devem ser aperfeiçoados, pois, segundo ele, muitos deles se arrastam num nível impróprio para nossa época.

Plano de Ação
A primeira estratégia de CT&I no Plano Internacional, de acordo com Monserrat, deve começar no cenário nacional. “Precisamos nos preparar, nos equipar para definir e estabelecer as estratégias que possam nos interessar no cenário atual”, lembrou. Para ele, a busca da evolução qualitativa nas relações internacionais será indispensável. “Precisamos acompanhar as novas realidades e tendências globais bem como dos países que são ou serão nossos parceiros”, disse.

De acordo com o chefe da Assin, o Plano de Ação 2007/2010 fixou 13 prioridades temáticas gerais para cooperação internacional, entre elas: biocombustíveis, biotecnologia, nanociência, políticas e programas de inovação, mudanças climáticas, entre outros. “No próximo plano a cooperação deve aparecer de forma mais abrangente e articulada. É preciso reavaliar a hierarquia desses temas para que se permitam ações mais fluentes e produtivas para resultados mais robustos e rápidos”, sugeriu o especialista.

(Tamara Costa para o Gestão C&T online)

REPLICADA PELO INPI (VER NESTE LINK)